Da auto-cura à ajuda aos outros
Durante 25 anos passei toda uma vida de professor universitário em situação de extrema adversidade e stress severo. Com o passar dos anos fui ficando cada vez mais debilitado, acabando por ficar gravemente doente.
A doença tinha aspectos de natureza física e mental. A nível físico todo o corpo me doía: os músculos e as articulações das pernas e dos braços; e na região lombar as dores eram incapacitantes. Eu movia-me de forma arrastada, sem forças, sem energia, procurando estar o máximo de tempo possível sentado ou deitado.
Tornou-se impossível acompanhar alguém para um pequeno passeio a pé. Frequentemente dava comigo a tentar massajar os braços ou as pernas para aliviar as dores musculares; cheguei a tentar massajar os músculos internos da garganta, introduzindo os dedos boca abaixo. Fazia fisioterapia na região lombar, mas dificilmente conseguia manter uma actividade física num ginásio.
A condição da minha visão tornou-se muito crítica. Apesar de ter realizado três cirurgias, os olhos sempre secos doíam-me muito, sofria de conjuntivites repetidas graves e difíceis de curar, a visão era muito turva. Deixei de conseguir fixar os olhos no computador ou em papel para a leitura e, por mais de um ano, passava os dias com os olhos fechados na maior parte do tempo.
A nível mental, vivia numa profunda depressão, sem motivação, sem prazer e sem vontade de viver. Embora tivesse hábitos ler e escrever muito, o meu cérebro ficou bloqueado, com níveis de capacidade atenção, de concentração e de memória tão baixos que não me permitiam ler uma página de texto. A capacidade de raciocínio e minha criatividade definharam. Vivia apavorado com a ideia de que estava a caminhar para uma forma qualquer de demência.
Passei um ano na cama, de onde saía para a cozinha para tomar as refeições e logo regressava ao quarto. Mas de cada vez que me levantava, o cérebro não me permitia manter em equilíbrio, deslocando-me dentro de casa agarrado às paredes ou cambaleando. Quando tinha que preparar o pequeno-almoço sozinho, passava um bom período de tempo desorientado na cozinha, pegando em coisas que deixava cair, abrindo portas de armários à toa sem noção nenhuma de onde encontrar o que precisava.
Nesse ano dormia compulsivamente, sem forças, sem energia para me manter em estado de vigília. Era muito estranho! Vivia enrolado dentro de mim, sem noção do tempo, sem capacidade de percepção do mundo à minha volta. Todavia, eu tinha uma clara consciência de mim. Eu sabia que não estava demente nem louco. Tudo se conjugava para que eu me sentisse abandonado, mas, na verdade, eu acabava sempre por me sentir ligado a um poder superior que me protegia e não me deixava cair irremedivalemente no abismo.
Por isso, o meu espírito resistia e dizia-me não... não... não pode ser o fim, é contrário ao sentido de progresso civilizacional e humano que vença a mentira sobre quem tu és e a mentira sobre os teus propósitos; há uma força maior que se sobrepõe a tais desígnios destrutivos. Algo me dizia que deveria ser eu a assumir a responsabilidade pela minha própria cura.
Embora sem prescindir da ajuda que a medicina convencional me podia dar, decidi pesquisar e explorar caminhos alternativos. Recorri ao Reiky, à Technique Acupressure of Tapas (TAT- https://www.tatlife.com/), ao the work de Byron Katie ( https://www.thework.com/ ) à meditação, à técnica de equilibração dos chacras, à auto-hipnose, aos ensinamentos do livro Um Curso em Milagres (www.acim.org ), à massagem craniana, à massagem ayurvédica, à acupunctura e à auriculoterapia. Ao longo de cerca de 10 anos aprendi estas técnicas e ensinamentos e apliquei-os em mim próprio, com as limitações que algumas técnicas impõem, quando não é uma outra pessoa a aplicá-las. Mas tinha que ser eu, o paciente, a ser também o terapeuta, porque se assim não fosse, o ritmo, a alternância, o tempo e a combinação de técnicas que as minhas necessidades diárias, por vezes hora a hora, exigiam, implicariam ter à minha disposição, em permanência, um grupo diversificado de terapeutas. Não podia ser e não surtiria efeito.
Obtive grandes benefícios de todo esse conhecimento e abordagens terapêuticas, mas entretanto chegou ao meu conhecimento o sistema Códigos de Cura (Healing Codes). Rapidamente tive uma profunda compreensão da sua filosofia e fundamentos: tudo fazia muito sentido para mim. Passei a utilizar o sistema de cura diariamente como a minha ferramenta terapêutica favorita, quase de forma exclusiva.
Desenvolveu-se desde o início um processo extraordinário em mim: novos sentimentos e emoções, novos olhares sobre o mundo, uma tranquilidade, paz e bem-estar interiores que não me eram familiares, um relacionamento cordial e sereno com os outros, uma sensação de recomeço de uma nova etapa da vida com alegria e entusiasmo, uma energia física e mental de que já não tinha memória. As minhas funções mentais debilitadas começaram a ser recuperadas e o meu corpo adquiriu agilidade, leveza e energia; e as dores desvaneceram-se por completo. Os meus olhos ficaram saudáveis e com uma visão límpida e clara.
Fiz formação e comecei a aplicar e ensinar os Códigos de Cura a pessoas conhecidas.
Os dois primeiros casos foram duas senhoras com mais de 50 anos. Uma estava diagnosticada com a doença bipolar há 6 anos - ao fim 2 meses de tratamento o seu estado quase vegetativo tinha-se transformado na vida de uma pessoa normal. Outra estava diagnosticada com depressão crónica há 12 anos – ao fim de 6 semanas a sua vida estava livre de sintomas depressivos, embora por vontade própria tenha completado as 12 sessões.
E prossegui...
A um paciente que esteve internado com uma infecção pulmonar em 2009, foi-lhe diagnosticado asma, tendo a sua função respiratório bastante afectada. Ao fim da 3ª sessão de tratamento deixou de acordar aflito com dificuldades respiratórias, que o obrigavam a levantar-se e a tossir. Fez 5 sessões (7/06/13) e já não precisa de fazer nebulizações e continua a melhorar: dorme bem, levanta-se bem disposto, sente o corpo mais enérgico, no ginásio sente-se com mais força e melhor equilíbrio. E diz: "antes eu andava de cabeça baixa perante os outros, agora sou eu que ando de cabeça levantada"; "ando calmo, tenho mais vontade e objectivos".
Com a terapia dos Códigos de Cura os sinais de mudança sentem-se logo desde o início e, por isso, depois do primeiro contacto com o tratamento, é com naturalidade que as pessoas aderem e lhe dão continuidade.
Por experiência vivida, conheço os recônditos lugares do sofrimento humano, tanto a nível físico como emocional; por outro lado, observei pessoas que, no seu quotidiano, parecem não saber viver sem infligir sofrimento sobre outras pessoas. Reflecti muito sobre os seus actos, as suas motivações e sobre toda a obscura trama de relações interpessoais contaminadas que tais processos engendram. Toda esta vivência e reflexão, associado ao meu especial interesse pelas pessoas confere-me uma apurada percepção e compreensão do estado de necessidade do ser humano, que precisa de ajuda. Por isso me entrego a esta missão que agora me proponho realizar com entusiasmo e dedicação.